
A Canção de Amergin
«Eu sou o vento sobre o mar,
Eu sou a onda do mar,
Eu sou o touro das sete batalhas,
Eu sou a águia sobre o rochedo,
Eu sou uma lágrima do Sol,
Eu sou a mais bela das plantas,
Eu sou um javali selvagem e destemido,
Eu sou um salmão na água,
Eu sou um lago na planície,
Eu sou a palavra do conhecimento,
Eu sou a ponta da lança na batalha,
Eu sou o Deus que inflama a cabeça,
Quem lança luz sobre a assembleia nos montes?
Quem conseguirá dizer as idades da Lua?
Quem conseguirá dizer o lugar onde descansa o Sol?»
Ao chegar à Irlanda com o seu povo, os Filhos de Mil, o druida ibérico Amergin cantou a famosa "Canção de Amergin". Para Robert Graves, autor de White Goddess, este poema, inflamado pela inspiração bárdica, tem uma grande importância e é um maiores testemunhos da riqueza literária e mística dos antigos povos celtas ou, no mínimo, dos monges medievais que terão recolhido o que restava das antigas tradições druídicas nas ilhas britânicas.
Assim, não foi ao acaso que a primeira mensagem deste fórum sobre druidismo em português, o "Bosque dos Druidas", abre exactamente com este poema épico. E que melhor altura poderia haver para esta criação do que a proximidade com Alban Hefin - a Luz da Costa ou a Luz do Verão -, nome dado pela tradição druídica ao Solstício do Verão?
O fórum está, assim, oficialmente aberto. Contamos com a participação de todos!


