Olá a Tod@s!
Resido no concelho de Arganil, distrito de Coimbra, tenho pouco mais de 30 anos e sempre me senti muito "maravilhado" pela tradição céltica em geral e pelos druidas em particular. Descobri a OBOD, através de um livro de Philip Carr-Gomm, editado pela Zéfiro em Portugal, e estou à espera que o primeiro curso de Bardo seja traduzido para português...
Entretanto desde longa data que me sinto especialmente ligado ás árvores e à sua defesa e valorização, além de ter escolhido continuar a tradição de família, vivendo no campo e sendo agricultor, depois de ter estudado comunicação social e ter recusado integrar a redacção de um dos principais Jornais portugueses onde estagiei.
Estou particularmente interessado na Criação de Bosques Sagrados... Já há alguns anos atrás tive o meu pequeno viveiro onde desenvolvi as árvores a partir das sementes que aí germinei (e que hoje já estão bem grandes por aí), iniciativa que estou agora a retomar. Mas, sinto-me particularmente ligado a um Castanheiro cuja classificação como Monumento de Interesse Público despoletei ainda na adolescência aos 14 anos com artigos em jornais e contactos da entidade competente, e cuja imagem aqui partilho.
Este Castanheiro, com pelo menos mais de 300 anos e um porte gigantesco e interior oco, fica na Freguesia de Moura da Serra, no concelho de Arganil e foi Classificado como Árvore de Interesse Público, nos termos do Dec. Lei nº 28468, de 15/02/1938 e do Dec. Regulamentar nº 11/97, de 30 de Abril.
Foi assim publicado pela Direcção de Serviços de valorização do Património Florestal da Direcção-Geral das Florestas Aviso no Diário da República II série, nº 193 de 22/08/1997.
Nesse aviso consta:
(...)"Um Castanea sativa Miller, vulgarmente conhecido por castanheiro, existente em Portos, no lugar de Mourísia, freguesia de Moura da Serra, concelho de Arganil, pertencente a José Pedro Barata" (...)
O Castanheiro, foi entretanto destacado em vários jornais, e também referenciado como um dos dos Castanheiros Monumentais portugueses, pelo investigador Jorge Lage no seu livro "Castanea - Uma Dádiva dos Deuses".
Se um dia vierem cá para os lados da Serra do Açor não deixem de visitar esta árvore antiga que até tem uma lenda própria relativa a um fogo que começou no seu interior oco que teve de ser apagado pelos populares há muitas décadas atrás... E sobreviveu ao último fogo que o flanqueou sem lhe tocar, apenas lhe secando algumas folhas com o calor da proximidade das chamas... ao redor dele existe um Soito antigo,em torno de uma pequena e fresca ribeira num vale profundo e com a proximidade de uma razoável queda de água. A escassos kms ficam locais únicos da Nossa floresta autócne como a Mata da Margaraça e ainda a mítica Fraga da Pena. Se precisarem de guia ou conselhos para chegarem até esses locais, disponham.
Saudações a todos
http://comunidade.sol.pt/photos/mourisense/picture316981.aspx

